Limite.

adeus

Até hoje não conheci uma pessoa que se permitiu chegar ao seu limite.
Conheço pessoas, que tentam se permitir ser feliz, através de mentiras. Mentiras como “estou bem” ou “vai ficar tudo bem”.

Só que, chega um dia, que todos acordamos e vemos, que não está tudo bem. Nunca esteve tudo bem. Mas o fato é, como deixar de se enganar, se deixar cair da realidade, se daquele jeito estava melhor?
Acho que a maioria das vezes é por medo de ficar sozinha, ou medo de alguém perceber que ela não esta bem, e sentir dó, ou pena.

Esse é o maior medo da humanidade: A solidão.

Mas nada nessa vida, acontece por acaso. Tudo tem seu motivo perfeito por estar acontecendo. Aceite isso.

Algumas vezes, são apenas consequências de atos feitos sem pensar.

Ou de reações inesperadas.

Ou tristezas guardadas.

Choros abafados.

Os seres humanos, são os seres mais idiotas e frágeis ao mesmo tempo. Idiota por agir sem pensar, e frágil por não agir, por medo de magoar, ou medo de não ser entendido, ou como na maioria das vezes, medo de errar.

Por isso, digo e repito: Faça mais. Pense mais. Viva mais. Não se permita chegar ao limite. Não se engane.

A vida é uma só. E, se está acontecendo isso, acredite meu amigo, é porque você consegue ser vencedor do final dessa batalha.

Danúbia Vasconcelos

Pelo interfone

balanco

Tarde da noite e eu resolvi pensar naquela pessoa que já não falava comigo e eu nem sabia mais qual nossa situação (se é que ainda existia nós). Foi coisa pouca na vista dos outros, mas o que significou para você? Você sabe? Pode me dizer? Cogitei inúmeras vezes ir atrás e dizer o que eu deixei para trás, mas era difícil dar uma de engolidora de orgulho (se isso fosse profissão circense ia ser difícil de achar pessoas) e correr atrás do sonhado status de “estamos bem”.

“E daí que ela adora cebolas e eu odeio o cheio que esse negócio tem? Já superei até o fato dela arremessar coisas nojentas em mim, por que não posso relevar tudo agora? Ela me trocou pelo namorado, mas hoje já está sem ele. Me deixou sentir só quando eu precisava de alguém e ela sabia que eu queria que esse alguém fosse ela.”

Ela me procurou um tempo depois num domingo anoite, mas sumiu no dia seguinte. Todo mundo pira de domingo e acaba fazendo o que não queria ou o que a felicidade instantânea não permitiu antes. Afinal quem precisa de alguém que fica sem falar com você o dia inteiro caso você não a diga bom dia as 6:50 da manhã? Ninguém, eu acho.

“Eu precisava que ela me ouvisse, mas pelo visto ela não queria. Festa de halloween, viagens ao exterior, dreads e reggae pareciam fazer mais o estilo dela.”

Não era um outro domingo, mas foi um daqueles dias que eu quis fazer loucura e escrevi uma carta desabafando para me sentir mais leve. Chorei tudo que tinha naquela minha parte que se parecia tanto com a dela (nos chamavam de gêmeas, se é que ela lembra) e perdoei coisas que nem precisavam ser perdoadas e nem tinham sido acompanhadas de algum pedido de desculpas. Me senti feliz e com vontade de bater na sua porta (no caso do portão) da sua casa azul + lilás (será que ela sabe que eu odeio a parte lilás da casa dela só pela cor?) e entregar a carta cheia de entrelinhas.

Parei em frente à sua casa, mas andei até lá sem perceber e quase involuntariamente, toquei o interfone e depois do seu “Oi” sem saber com quem falava eu respondi:

– Sinto sua falta!

Autora: Gabrieli de Cinque do blog Sometime Luv