Cem anos de solidão – Gabriel Garcia Marquez

 

Cem anos de solidão se passa na cidade imaginária de Macondo, e conta a história de seus fundadores liderados pela família Buendia-Iguaran. José Arcadio Buendía é o patriarca da família e Úrsula Iguarán a matriarca. Trata-se de um casal de primos, que se casaram assustados pelo mito de que o casamento entre familiares poderia gerar filhos com rabos de porco. Este temor cria situações divertidas no início do relacionamento, mas também situações trágicas, e será, em última análise, o causador da mudança de cidade do casal para fundar Macondo.

O nome Macondo aparece em Cem anos de Solidão sem nenhuma grande explicação. José Arcadio Buendía, durante a sua viagem de saída da cidade natal, tem um sonho de uma cidade cujas construções têm paredes de espelhos e cujo nome é Macondo, mas esse nome não tem nenhum significado.

O casal tem três filhos: José Arcadio, Aureliano Buendía e Renata buendía. Posteriormente há a chegada de Rebeca. A cidade de Macondo é fundada por algumas famílias que acompanharam os Buendía durante a sua viagem, mas José Arcadio Buendía é o líder da comunidade, responsável por fazer a divisão de rescursos e mediação de conflitos. Em pouco tempo, a cidade é achada por um grupo de ciganos, que trazem diversas descobertas ao povo de Macondo. Entre os ciganos está Malquíades, um sábio que morre e ressucita diversas vezes no decorrer da história, personagem chave para o enredo de Cem anos de Solidão.

Danúbia.

Como viver eternamente de Sally Nicholls

“Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder.”

Sam, um jovem garoto de 11 anos, é apaixonado por história e fatos curiosos. Ele é inteligente, bonito e tem um belo futuro pela frente. Na verdade, esqueçam a parte do futuro. Sam tem poucos meses de vida. Ele tem Leucemia.
  Sam já fez a quimioterapia algumas vezes, e por um tempo a leucemia foi curada. Mas, agora os remédios fazem poucos efeitos, e ele agora só conta com a esperança de que viverá mais dias.
  Ele parou de ir à escola, mas recebe aulas particulares três vezes por semana. Seu melhor amigo Felix também participa dessas aulas. Sam e Felix se conheceram no hospital. Sim, o melhor amigo de Sam também está com uma doença terminal.
  A professora deles, Sra. Willis, passa uma atividade para os dois. Eles terão que escrever um pouco sobre si. Sam acaba se animando e resolve escrever um livro. Nesse livro ele resolve escrever sobre sua vida, sobre alguns fatos curiosos, perguntas que ninguém responde e algumas listas interessantes.
  Sam faz uma lista de coisas que ele sonha fazer:
  1. Quero ser um cientista famoso. Descobrir coisas e escrever livros sobre minhas descobertas.
  2. Bater um recorde mundial. Não um recorde de algum esporte, obviamente. Um recorde bobo.
  3. Assistir todos os filmes de terror que não me deixam ver. Aqueles para maiores de 15. Ou de 18.
  4. Subir a escada rolante de descer ou descer a escada rolante de subir.
  5. Ver um fantasma.
  6. Ser um adolescente. Fazer coisas que adolescentes fazem, como beber, fumar ou ter namoradas.
  7. Passear em um dirigível. 
  8. Subir em uma nave espacial e ver a Terra do espaço.
  Obviamente que quando ele fez essa lista de sonhos, ele não pensava em concretizá-los. Alguns desses desejos são fáceis de realizar, mas outros são simplesmente impossíveis. Mas, Sam se surpreende ao ver que, com a ajuda dos amigos e familiares, os seus desejos passam a se realizar.

“Fiquei parado perto da porta, querendo entrar, mas sem coragem. Senti náusea. […]

Sentei-me na cadeira olhando para Felix, arranhando o solado do meu tênis no chão. Estava tudo silencioso. Legal. Apenas nós dois.

– Queria que você apressasse e acordasse – disse eu. Sabia que ele não acordaria, mas mesmo assim falei.

E então ele abriu os olhos.

Estava olhando direto para mim. Olhei para ele. Não sabia o que fazer. […] Ele continuou olhando. E de repente sorriu. Mais do que um sorriso, era um sorrisão, largo, que tomava o rosto todo. Ele parecia tão feliz que eu comecei a sorrir também, sem querer.

E então seus olhos se fecharam e seu corpo relaxou.”

Danúbia

“Feia – História de uma Infância sem amor” – Constance Briscoe

Olá vocês, como estão?

Hoje, vim aqui para indicar pra vocês, um livro que acabei de ler.

O livro “Feia – História de um infância sem amor”, de Constance Briscoe, conta a historia de Clare Briscoe, uma jovem inglesa que vive em constante discórdia com a mãe. Feia, é uma narrativa de Constance Briscoe sobre sua infancia. A mãe de Constance, foi sistematicamente violenta com sua própria filha, física e emocionalmente, durante toda sua infância. Com 13 anos, foi abandonada em casa com suas irmãs, Pauline e Patsy. Não havia gás, luz, ou comida. Com o passar do tempo, sua mãe, Carmen Briscoe, começou a cobrar aluguel, fazendo com que Constance trabalhasse como faxineira, vendedora e auxiliar de enfermagem. Entretanto, com todas as dificuldades, Constance entregou-se a vontade de ser uma advogada.

 

Entreguei a minha fotografia, tirada na escola, pra minha mãe. Ela olhava da fotografia para mim. De mim, para a fotografia. Então disse: Meu Deus, como ela pode ser tão feia. Feia, Feia.”